Microsoft Imagine Cup 2008 - Finalistas Nacional Software Design

16 05 2008

IC08_Logo_reversed É com muito orgulho que recebo a notícia de que a equipe da qual faço parte, Learn Smart, foi escolhida como uma das 8 finalistas do Microsoft Imagine Cup 2008, categoria Software Design, Etapa Brasil.

Ano passado minha equipe era estreante na competição e na época só participamos da categoria de Embedded Development, na qual conseguimos ir para a final mundial em Seul, Coréia do Sul. Lá não conseguimos melhores resultados, ficamos Top 15 mesmo, entretanto vale ressaltar que na categoria uma equipe brasileira foi campeã, a Trivent Dreams. :)

Já nesse ano, minha equipe aceitou um desafio extra, participarmos além da categoria de Embedded Development, da categoria Software Design. Na categoria de Embedded Development, desde o primeiro round já concorremos com equipes do mundo inteiro até a final. Mas na categoria de Software Design é um pouco diferente, existem etapas nacionais onde somente a equipe vencedora de cada país avança para a final mundial, que no caso desse ano será realizada em Paris, França. Isso que é desafio extra!

Os 8 finalistas da etapa Brasil foram:

Equipe Projeto Origem Página da equipe
Learn Smart Rangers Unesp Bauru Link
Ecologix Ecologger UFPE+USP+Unicamp Link
Synergy Sinergia FIAP Link
SSL Adote FIAP Link
Oysterix GreenNet UPE Link
The Utopians Intelli-e Univ de BH+ITA Link
Try IT Acqua UFPE+Salg.Oliveira Link
Ondine.Net CommG.net Ufscar Link

 

Eu conheço algumas pessoas das equipes acima, e dos que eu conheço posso afirmar que me sinto lisongeado em fazer parte dos escolhidos, pois baseando me neles, posso afirmar que o nível está alto. E como sempre, o Imagine Cup se mostra como uma oportunidade fantástica para aprender novos conceitos, não só de tecnologia da informação, e passar por novas experiências. Ano passado em Seul tivemos uma experiência muito boa, tanto no âmbito profissional quanto pessoal, e espero sinceramente conseguir ir para Paris, passar por tudo isso denovo! Vou fazer a minha parte. ;)

 

E para finalizar, obrigado pessoal do LTIA pela força! Vamo que vamo que a final nacional será daqui a uma semana aproximadamente!





Segredo do Sucesso em 8 Palavras por TED

14 05 2008

 

Indicado por Paulo Cattai, muito interessante!

Vale a pena dar uma olhada na fonte também, ou seja, no site TED - Ideas Worth Spreading. Pelo título já dara para sacar o conteúdo dele. ;)





LTIA no TVDI’08

12 05 2008

tvdi_2008 Dá-lhe TV Digital!

Sexta passada o LTIA compareceu ao VI Fórum de Oportunidades em Televisão Digital Interativa - TVDI’08, representado por mim, Giovana Sanches, Tadeu Araújo e Fábio Mastelari.

Explicando essa história desde o começo, há mais ou menos 1 mês atrás nós enviamos para o fórum um artigo sobre um trabalho de pesquisa desenvolvido aqui no lab, o LTIANews. Basicamente o nosso projeto é uma prova de conceito para simulação de um ambiente de TV Digital Interativa com o intuito de apresentar uma forma de interatividade com conteúdos telejornalísticos.

Desenvolvemos o projeto sobre uma Set-top Box da Intel para IP-TV (x86) e com Windows Embedded CE 5.0. A aplicação foi desenvolvida em C++ com Windows API para Interface e DirectShow para manipulação dos arquivos multimídia.

A concepção da idéia nasceu por parte da minha amiga Giovana Sanches, formada em Jornalismo aqui pela Unesp. Assim, com a idéia na cabeça, o projeto foi desenvolvido por ela e por nós com o intuito de apresentá-lo na defesa do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da Giovana.

Devido aos resultados do projeto, no final a Giovana acabou vindo trabalhar com a gente para enfrentar um outro projeto de TV Digital, um pouco maior e mais audacioso.

Enfim, depois do projeto desenvolvido e artigo enviado, nós recebemos a feliz notícia avisando-nos que o nosso artigo foi aceito. Logo, sexta passada fomos até Poços de Calda, MG, apresentar nosso trabalho. Junto conosco, outros 4 artigos foram aceitos (C.E.S.A.R, UFPB, UFAM, UFRGS).

O trabalho de cada um (inclusive o nosso) pode ser conferido nos anais do evento, disponível aqui:

http://tvdilab.inf.pucpcaldas.br/tvdi2008/cd_TVDI2008/trabalhos.htm

Minhas impressões sobre o evento foram ótimas:

  1. O pessoal que apresentou os trabalhos científicos apresentaram um nível muito bom e com tópicos interessantes. Ou seja, tem muita gente trabalhando sério acerca do tema TV Digital.
  2. A organização, por parte da PUC-Minas, foi muito boa. A seleção dos palestrantes também.
  3. Consegui ter um panorama geral dos trabalhos sendo realizados Brasil a fora em TV Digital.
  4. E por fim, Poços de Caldas é uma cidade beem massa! ;)

 

Valeu a ida e com certeza ficou a vontade de comparecer ano que vem!





Interação com um Wiimote

8 04 2008

Atualmente aqui no laboratório estamos envolvido num projeto de TV Digital e até o presente momento estamos na fase de brainstorms e reuniões de alinhamento sobre estudos feitos. Nesse projeto estão envolvidas pelo menos 3 grupos daqui do lab: pessoal de sistemas embarcados (tô aqui), pessoal de desenvolvimento e engenharia de software e o pessoal responsável pela interação-humano-computador e experiência do usuário.

Pois bem, numa das reuniões de alinhamento ou brainstorms (não lembro exatamente) foi mostrado pro pessoal e para mim um trabalho de um cara da Carnegie-Mellon (sempre eles né Paulinho Cattai?) que usou um controle de Wii (wiimote) e visão computacional para propor novas formas de interação com dispositivos eletrônicos. Até agora, só blá-blá-blá, mas vendo o vídeo você vai ter a noção exata do que estou falando e entender porque eu fiquei tão empolgado com o que o cara fez.

No site dele tem vídeos das três experiências que ele fez, mas a que eu mais gostei foi essa:

 

Minority Report, ahn? :P

E tudo isso sem uma tela multi-touch caríssima.

Nós daqui, mais especificamente o pessoal de IHC e experiência do usuário, está muito preocupado na interação que o usuário terá com o nosso software para TV Digital, pois sejamos francos, controle remoto não é a melhor dispositivo para interação com uma TV quando precisamos fazer algo além do que trocar de canais ou aumentar o volume. Ai me apresentam esse cara, com uma idéia simples e solução simples, mostrando um nova maneira de interação a princípio muito mais interessante do que um controle remoto.

Talvez usemos um Wiimote no nosso projeto de TV Digital, pelo menos algumas experiências provavelmente vamos fazer, mas com certeza o que queremos é isso o que o cara acabou de fazer: idéia simples + solução simples = interação killer!

 

Mas para chegar na interação killer, precisamos “transpirar” muito… :)

 

Aqui tá o site do cara para ver o trabalho dele com mais detalhes e baixar o fonte dos software que ele desenvolveu:

http://www.cs.cmu.edu/~johnny/projects/wii/

 

Até mais!





Venture Capitalists no Brasil?

17 03 2008

Me parece que agora aqui no Brasil a tendência de novas empresas inovadoras em TI receberem capital de risco (venture capital) virou realidade.

Eu já falei sobre aqui no blog antes, e hoje vi um vídeo que evidencia essa realidade. O vídeo é uma parte do programa Mundo S/A da Globonews que conta como duas empresas, fundadas por brasileiros, receberam capital de risco para iniciar seu negócio.

Eu particularmente acho isso fantástico! Aliás, das duas idéias apresentadas na reportagem (as duas ótimas), a idéia do boo-box é uma daquelas idéias do tipo “Porque eu não tive ela antes?”. Olha, eu acho que esse pessoal vai ganhar muito dinheiro viu.

Fico feliz em descobrir cada vez mais que o Brasil não está totalmente excluído do cenário mundial de empreendorismo na computação e TI. ;)

Vejam a reportagem no vídeo abaixo:

.





Pensando "fora-da-caixa"

12 03 2008

box

Li no blog do professor Palazzo, do qual sou um leitor assíduo, um relato muito interessante do comportamento de um estudante perante à uma prova de física de ensino médio. Sem mais delongas, aqui vai o relato:

 

De Waldemar Setzer, professor aposentando da USP:

Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma “conspiração do sistema” contra ele.

Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: “Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro”. A resposta do estudante foi a seguinte: “Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício”.

Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.

Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão.

Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que, eu imaginei, lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala.

Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor.

Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta: “Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt, calcule a altura do edifício”.

Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.

“Ah!, sim,” - disse ele - “há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro”. Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações.

“Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício”.

“Um outro método básico de medida, aliás, bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas”.

“Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de um a corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g’s e a altura do edifício pode, a principio, ser calculada com base nessa diferença”.

“Finalmente”, - concluiu, - “se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas”.

Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater a porta do síndico.

Quando ele aparecer; diz-se: “Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente”.

A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta “esperada” para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

E para completar, o professor Palazzo termina com uma citação sábia:

“Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto” (Albert Einstein).

Clap! Clap! Clap! :)





Digital Signature Utility for XML-based Documents

10 03 2008

 

Entrevista com o time do Assinador Digital, projeto desenvolvido aqui no LTIA. ;)





Mais uma…

27 02 2008

Que coisa bonita! Como eu ja citei aqui no post que falei sobre o Nuno Cobra, eu realmente admiro pessoas que conseguiram aliar o lado academico com o lado empresarial obtendo otimos frutos!

Mais um exemplo ta aqui oh:

Empresa norte-americana instala fábrica de memórias para cartões inteligentes; investimento de partida será de US$ 150 milhões

Apesar do titulo citar empresa norte-americana, o sujeito dessa acao eh brasileiro.

Deu aula, escreveu artigo, gerou patente [gerou dinheiro], enfim, criou um ecossistema empresarial pautado na inovacao tecnologica.

Mais um brasileiro ilustre da area!

Inspiracoes…

P.S: Desculpem pela falta de acentuacao. Nao estou no meu “habitat natural”. :)





Pesquisa básica fora da Universidade?

11 02 2008

Nós brasileiros não estamos muito acostumados com o fato de haver pesquisa básica sendo patrocinada por outro tipo de instituição senão as universidades, principalmente as públicas. Entretanto esse cenário é ligeiramente diferente em países desenvolvidos, onde o investimento em pesquisa básica advém também da indústria, organizações privadas com fins lucrativos.

Vindo pra minha realidade, ou seja, para o cenário de TIC [Tecnologia da Informação e Comunicação], empresas que ainda apostam na pesquisa básica como fator estratégico em busca de novos mercados em potencial, ou ainda oportunidades de lucro, estão a Google e a Microsoft. Provavelmente existem outras, como a própria IBM, mas com certeza o caso do Google e Microsoft devem ser especialmente analisados pois as duas corporações não param de expandir seus laboratórios de pesquisa básica [calma vou apresentar indícios sobre logo abaixo].

Eu acho isso fantástico! Eu particularmente creio que a pesquisa básica pode garantir o sucesso a longa prazo da empresa, pois novos concorrentes e mercados surgirão, e cabe a empresa estar atenta a isso e se readaptar para não cair! Um fato que me ajuda na sustentação dessa opinião são as tecnologias que foram criados no PARC. Quem estudou a história da computação e negócios bem sabe que muitas das tecnologias hoje em voga, e que por sinal fazem tanto sucesso, vieram do PARC, na época da Xerox. Um bom vídeo que ilustra isso é o documentário “Triumph of Nerds: The Rise of Accidental Empires”, eu recomendo.

E como vim parar nesse assunto? Eu recebi na newsletter do site Inovação Unicamp um artigo dizendo da prosperidade que a Microsoft Research [pesquisa básica na Microsoft] vem tendo. Vale a leitura!

Segue o artigo:

Microsoft contraria tendência de declínio do investimento industrial em pesquisa básica e instala seu sexto laboratório

Atualmente eu quero atuar na área de pesquisa aplicada, aliás já atuo, mas eu bem sei o valor que a pesquisa básica tem!
De fato eu estou começando a me aventurar nessa área de pesquisa básica só agora, com o começo do meu projeto de iniciação científica [preciso sentir o gostinho do que é fazer mestrado para ver qual rumo tomo], pois fatalmente irei interagir com inúmeros resultados de pesquisas básica para criar alguma tecnologia ou software  ;)

Uma boa dica  também para quem quer acompanhar como anda o mercado de P&D, tanto nacional quanto internacional, é assinar a Newsletter da Inovação Unicamp.

Pra finalizar, já tenho mais dois posts no forno sobre P&D e Inovação.

Ahh como eu curto esse assunto! :)

 

ouvindo Bob Marley - Is This Love?





Windows Media Center e Casa Digital

30 01 2008

562x480.aspx

Como em todo bom tempo de prazos apertadíssimos, sempre sobra uma postagem no blog estilo “cuspida” de alguma informação interessante que eu achei na web. Aqui vai o post rápido de hoje!

Olhei no on10.net um vídeo que demonstra o conceito de casa digital, com total automação de suas dependências desde controle de iluminação, vídeos de segurança, até repositório de conteúdo multimídia. Tudo integrado e funcionando de uma forma ideal e bonita de se ver. Dêem uma olhada:

Automate your home, AV with life|ware no on10.net

Esse produto de automação para casa digital foi construído em cima do Windows Media Center. Tecnologia aliás que começará a ser estudada por nós daqui do LTIA. Assim que eu tiver mais detalhes e informações técnicas sobre, eu falo mais, ok?

Para um post curto e rápido, esse aqui ficou grande até demais. ;)